O uso de oleos no desgaste de pintura de modelos é um recurso muito utilizado, desde há dezenas de anos. Os efeitos que se podem conseguir são imensos mas requerem muita prática. A teoria é muito simples, sendo que na minha opinião, o caminho dos oleos se faz caminhando. Lembro-me das primeiras vezes que usei os oleos, com o clássico raw umber, e nada se assemelhou às imagens que tinha visto nas revistas. Após estes anos, que tipo de conselhos posso dar a quem começa:

  1. usar oleos de boas marcas, pois duram uma eternidade e têm um pigmento muito fino.
  2. não compensa investir em pinceis caros. os sinteticos servem perfeitamente, sendo que as lojas de conveniência também ajudam a poupar uns tostões. No entanto, 3 ou 4 pinceis de qualidade razoável são essenciais para detalhes. Um par de pinceis planos são obrigatórios.
  3. usar white spirit sem odor é obrigatório. Há alternativas, mas todas elas mais nocivas.
  4. evitar aplicar os oleos directamente da bisnaga. Basta colocar num cartão absorvente pequenas porções.
  5. os oleos não são a panaceia. ajudam a criar efeitos que estão na nossa mente. Se não sabes o que pretendes, não vão ser os oleos que vão resolver o problema, antes pelo contrário. É útil usar fotos de referência, até mesmo imagens de outros modelos. Quanto mais discreto o efeito, melhor o resultado.
  6. criar um modelo espectacular e não ter usado oleos é pecado? Não. Os oleos podem ser apenas um meio para chegar lá, não são o destino. Consegue-se o mesmo efeito com humbrol, acrilicos, aguarelas, tinta de imprensa, etc.

Para o caso concreto do Seehund, vamos fazer uns filtros e aguadas com recurso aos oleos. Para isso, aconselho a leitura de um velho artigo do Miguel Jimenez no site da Panzernet. Não é dos mais gráficos ou step-by-step que já se fizeram, mas continua a ser aquele que melhor obriga o modelista a pensar. O homem até faz os filtros com humbrol, mas para o efeito é irrelevante.

Aqui fica o link: http://panzernet.com/articulos/newrarities/filtros/filtros_mig.htm